quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Violência contra a mulher. Diga não. Denuncie. Ligue 180.






Para saber mais sobre o assunto


Música e violência contra a mulher.

Folha
Ilustrada no pop
Thiago Ney & Marco Aurélio Canônico
24/11/2009



Texto interessante no "Guardian" fala sobre a tese de PhD de uma pesquisadora (que tem o apropriadíssimo nome Deborah Finding) que versa sobre "narrativas de violência sexual na música popular".

Ela cita, por exemplo, uma música inacreditável do grupo feminino The Crystals (anos 60), "He Hit Me (and It Felt Like a Kiss)", produzida por ninguém menos do que Phil Spector, que matou sua última namorada e batia em várias outras.

E aí você pode pensar, "bom, mas isso foi antes da emancipação feminina" etc. etc. etc. Pois é, só que nos atuais tempos emancipados, a hypada Florence and the Machine fez "A Kiss with a Fist (Is Better than None)" (que, aliás, é uma boa música, independentemente do que se ache da letra). É bem verdade que, na letra, a mulher reage na base da porrada também. Ainda assim...

E, é claro, não nos esqueçamos de que essa discussão já passou por terras brasileiras.




Joana Prado pede para apresentador não exibir imagens da Feiticeira.


Folha
24/11/2009

A modelo Joana Prado, que viveu a Feiticeira na Band, não deixou que um programa exibido em Fortaleza (CE) mostrasse vídeos seus como a personagem ou imagens do ensaio que fez para a revista "Playboy". Joana, que participava do programa ao lado do marido, Vitor Belfort, disse que se sentia mal vendo imagens da época.

"Eu me sinto constrangida quando me vejo dançando porque minha história hoje em dia é totalmente diferente. (...) Se vocês pudessem me respeitar eu gostaria que não mostrassem imagem de Feiticeira ou foto de 'Playboy' porque eu vou me sentir mal", disse a modelo, com a voz embargada, ao apresentador João Inácio, da TV Diário.




Joana falou sobre o seu passado após o apresentador explicar à plateia que uma parte do programa havia sido cancelada a pedido da modelo. "Eu achei que já tinha sido feito um acerto entre a produção e vocês, mas como não houve..."

"Eu tenho coisas mais legais pra falar. Eu tenho três filhos e eu não quero que a referência deles seja essa. Outro dia meu filho falou pra mim: 'Ah mamãe, você dançava de biquíni.' Eu falei, 'eu dançava filho, mas hoje em dia a mamãe vive outra história'", disse Joana.

Na entrevista, Joana ainda disse que a "Casa dos Artistas", reality show do SBT, foi um marco em sua vida. "Foi um momento em que as pessoas puderam ver a Joana pessoa. Eu não ganhei o premio de R$ 1 milhão, mas ganhei um prêmio muito maior, que foi esse reconhecimento das pessoas."

*** MINHA CRÔNICA Bolsas no divã.


*** MINHA CRÔNICA

Bolsas no divã.

A wonderful Ligya Bonjunga Nunes contou a história de uma menina que escondia três vontades numa bolsa amarela. Se ela pudesse abrir a minha bolsa quantas vontades encontraria?

Um comprimido esquecido: vontade de emagrecer mais. Uma embalagem de chocolate: vontade de jogar no lixo essa vontade de emagrecer mais que ainda não é forte o bastante. Restos de batom e um folheto promocional da academia: vontade fraquinha, mas ainda vontade, de ser uma daquelas mulheres maravilhosas de revista. Conta do condomínio: vontade de não ter destino. Documentos amassados: vontade de andar por aí sem lenço. Uma 3 X 4 antiga: vontade de rir. Agendinha: vontade de abraçar todo mundo com quem só falo pelo celular e pelo email. Livrinho dos anjos: vontade de acreditar um pouco mais neles. Umas quatro chaves: vontade de viver num futuro em que basta passar o mesmo cartão para abrir até latas. Pen drive: vontade de esquecer um pouco, mas é sempre preciso mais memória, mais memória, mais memória...

Tenho usado a mesma bolsa há meses.

Sinto como se meu ombro tivesse virado uma extensão das alças e o polegar da mão esquerda, que sempre engancho entre elas, tenha ficado mais comprido. Essa bolsa fui eu que ilustrei com caneta acrilex, aplicando a personagem que inventei direto no tecido de sarja de um modelo simples de bolsa, baratinho mesmo, que achei nas lojas Americanas.










Mas não é só por isso que a minha bolsa sou eu.

Toda terapia de mulheres deveria começar por uma análise criteriosa das suas bolsas. Todas as pistas estão lá. Tudo o que há para dizer sobre elas, seus medos, sonhos, frustrações, necessidades está lá, ensacado, segredos enfiados em bolsinhos ou flanando - como a garotinha que desenhei - nesse inconsciente portátil.

Nesse útero.

Bolsa, busto, b...

Ontem abri o zíper e virei a bolsa com a boca para baixo. E sacudi. Sacudi, sacudi, sacudi até que eu também me sentisse vazia.

Ainda estou escolhendo o que vai voltar para dentro dela. Um pouco menos de realidade, talvez. Dependendo de como você carrega, realidade pesa muito.

sábado, 21 de novembro de 2009

Shakira planeja enviar desculpas a mulher de Matt Damon.




da Folha Online


Após citar o ator Matt Damon na letra da música "Men In This Town", a cantora colombiana Shakira afirmou à revista "Entertainmet Weekly"  que pretende pedir desculpas à mulher do astro.
Na letra, Shakira diz repetidas vezes a frase "os bons já se foram ou não estão disponíveis, e Matt Damon não foi feito pra mim".

"Eu conheço Matt e a mulher dele. Nós temos amigos em comum. Espero que ela não esteja brava com isso. Ele é um desses homens bons. Ele é realmente alguma coisa", afirmou a cantora.

A cantora, que frequentemente figura nas listas das mulheres mais sexy do mundo, diz que planeja agora escrever um pedido de desculpas à mulher de Damon.

"Talvez eu deva mandar uma carta de desculpas pra mulher dele e dizer: 'Hey, sou comprometida também, não se preocupe'", brincou.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

KKKKKKK A nave invisível da Mulher Maravilha tá à venda no Mercado Livre! COM FOTO! *

*** A oferta é de Taguatinga, DF.***
*** Foi o Olival Jr. que me mandou ***

Clique aqui para ver o post original


LINDA NAVE INVISÍVEL DA MULHER MARAVILHA


Descrição
PRODUTO USADO
TERCEIRO DONO
MOTOR FUNCIONANDO PERFEITAMENTE
Kilometragem: 341.222 ANOS LUZ
TURBOCOMPRESSOR
RÁDIO TOCA FITA Original (pode ser instalado CD ou DVD)
VELOCIDADE MÁXIMA 2300KM/h
REVISADA, ALINHAMENTO E BALANCEAMENTO
ESTOFAMENTO ORIGINAL (VEJA SEGUNDA FOTO)
SEM GARANTIA

Obs: COMO PODEM VER, EXISTEM PEQUENAS AVARIAS NA ASA ESQUERDA, MAS QUE PODE SER CONSERTADA FACILMENTE EM QUALQUER BOM LANTERNEIRO.

Só dêem lances se estiverem realmente interessados.

NÃO ENTREGO, O COMPRADOR DEVERÁ VIR ATÉ O LOCAL PARA DETALHES DE TRANSFERÊNCIAS, ETC.






Americano é acusado de matar filho que confessou ter molestado irmã.

BBC
20/11/2009





Um americano foi acusado pela polícia de Detroit de ter executado o próprio filho adolescente depois de o garoto, de 15 anos, ter dito que molestou a meia-irmã de três anos e meio.

O pai, Jamar Pinkney, teria matado seu filho, Jamar Jr., com um tiro na cabeça, apesar de o garoto ter implorado para ser poupado, segundo a mãe dele, Lazette Cherry.

De acordo com informações veiculadas pelo jornal Detroit Free Press, Cherry tinha alertado Jamar de que o filho teria confessado ter mantido "contato impróprio" com a meia-irmã.

Pinkney, um carteiro de 37 anos, chegou à casa dela com uma arma.

"Ele começou a bater nele ali (na sala). Eu disse 'Não, por favor, pare!'", afirmou Cherry ao jornal.

Segundo ela, depois de bater em Jamar Pinkney Jr., o pai o fez tirar as roupas, levou o adolescente para fora de casa e o obrigou a ficar de joelhos, enquanto o menino gritava "Não, papai! Não!". Pinkney então pegou a arma e matou o filho com um tiro na cabeça.

Pinkney se entregou à polícia, que o indiciou por homicídio qualificado e agressão. Ele poderá ser condenado à prisão perpétua.

"Nenhuma pessoa tem direito de exercer a pena de morte em outra pessoa, não importa o quão repreensível tenha sido o comportamento - por isso temos leis", afirmou a promotora Kym Worthy.

Pinkney trabalhava como carteiro para os Correios dos Estados Unidos desde 1994 e, de acordo com colegas de trabalho e vizinhos, nunca esteve envolvido com episódios de violência ou crime.

* 20 de novembro * Dia da Consciência Negra *

* Se alguém achar uma Wonder Woman Black, me manda, pliz. Só encontrei a imagem da Beyoncé.


* Cantadas ofendem. *

*** Dica da Jaq ***

Cantadas ofendem:
as mulheres brasileiras andam na rua ouvindo o que não querem ouvir

Por Ivan Martins
Editor-executivo de ÉPOCA






Trabalhou comigo, anos atrás, uma moça da qual eu me lembro por três
motivos. O primeiro é que ela comentou uma vez, de passagem, que quando
estava se sentindo por baixo gostava de passar diante de um canteiro de
obras: era inevitável que ao ver as suas pernas compridas os peões
dissessem coisas que a faziam sentir-se bonita. Nunca esqueci esse
comentário.

Outra coisa de que eu me lembro é ouvi-la contando, chocada, que estava
parada num ponto de ônibus cheio de gente quando um sujeito gritou, de
dentro de um carro, que ela tinha um nariz horrível. Chegou ao trabalho
chorando de humilhação.



A última coisa de que me lembro é que ela vive em Paris há anos.
Da última vez que conversamos não tinha planos de voltar.
Em Paris ela pode andar de minissaia, pode sair e beber sozinha e há
pouco risco de que seja abordada, elogiada ou insultada. Às vezes eu acho
que ela abriu mão dos galanteios dos peões para ficar livre dos insultos.
Outras vezes acho que ela descobriu que não gostava nem mesmo dos
galanteios.

De qualquer forma, acho que galanteadores e agressores se parecem: cada
um deles, a sua maneira, acha que tem o direito de dizer o que pensa a
uma mulher estranha. Pode ser um elogio físico ou uma grosseria sexual,
não importa. Em geral, trata-se daquilo que os americanos,
apropriadamente, chamam de “atenção não solicitada.” Indesejada, na
verdade.

Nas duas últimas semanas, desde que ocorreu a história da moça da Uniban,
tenho pensado na forma como nós, homens brasileiros, tratamos as
mulheres. Até que ponto aqueles tipos que xingaram a ameaçaram a moça do
vestido cor de rosa se parecem com o resto de nós – atrevidos e eloquentes galanteadores brasileiros?



No início desta semana, quando discutíamos a baixaria da Uniban aqui no
trabalho, uma de nossas colegas – jovem, bonita, discreta – pediu a
palavra para fazer uma espécie de desabafo. “É difícil para uma mulher
caminhar nas ruas de São Paulo”, ela disse. “A gente tem de andar olhando
pro chão, fingindo que não escuta todas as besteiras que nos dizem”.

É isso, não é? Mulher bonita anda pela rua e vai sendo alvo de
comentários em voz alta. Que cara, que bunda, que isso que aquilo. Se
você, caro amigo, acha que elas gostam, pergunte. Minha amostragem sugere
que a maioria detesta. Se sentem ameaçadas, intimidadas, insultadas.
Querem ser deixadas em paz.

Esse assédio sobre as mulheres acontece à luz do dia, na porta do
trabalho, na travessia de pedestres, dentro do ônibus. Às vezes o tom de
voz do sujeito ou as coisas que ele diz amedrontam. Outras vezes dá asco
ou dá vergonha. Nas baladas pode ser pior: o garanhão de calça
agarradinha chega apertando o braço da moça, mexendo no cabelo, forçando
a barra. Não aceita não como resposta. Mas quem deu licença a ele para
dizer coisas e tocar o corpo de uma mulher desconhecida?

Nós, homens, demos licença. A cultura machista nos dá licença.



Assim como os talibãs agridem mulheres que se atrevem a andar sem burca –
porque se sentem donos delas – nós dizemos o que queremos às mulheres que
se atrevem a exibir sua beleza delas na rua, pela mesma razão. Se estiver
acompanhada de um homem, vá la. Mas se estiver sozinha, sem dono,
“causando”, vai ter de ouvir o que a gente quiser dizer. Ou pior. Pelo
simples fato de que a gente pode.



Ouço dizer que isso acontece apenas em São Paulo, mas duvido. No Rio as
garotas andam de biquíni na orla e de shorts em qualquer lugar, mas
quando uma delas resolve fazer topless na praia, a tigrada atira areia e
rosna ameaças. Passou do limite! Mas quem dá o limite do que a mulher
pode ou não usar? Os talibãs da praia? Me contaram que outro dia uma
adolescente com cara de estudante de moda teve de saltar de um ônibus na
Avenida Paulista porque usava uma saia muito curta e foi ameaçada por uma
turba. São os talibãs do ônibus.

No universo mental desses camaradas, mulher que não quer confusão se dá
ao respeito: anda com as pernas cobertas, sem roupas ou adereços
provocativos, discreta e modestamente. Fica no seu lugar. A rua é o
espaço em que os homens fazem o que querem e as mulheres se comportam.

Mulher que sai da linha ou chama atenção por ser bonita a turba trata como quer.
Pergunto: há diferença filosófica entre isso e a misoginia que
se pratica nos países islâmicos atrasados?




Com o risco de incorrer em exagero, acho tudo parecido com tudo. O sujeito
que diz besteiras a uma moça que caminha na rua, o playboy que agarra
a garota na balada, o cara que se esfrega na mulher do trem,
o marginal que insulta a moça da Uniban. Tudo faz parte de um mesmo
contínuo de desrespeito à mulher.




Ele começa com o chato do bar, que insiste na cantada apesar
de meia dúzia de nãos, e termina... Sabe-se lá onde termina.
Claro, todo comportamento social tem uma justificativa ideológica.
Neste caso, a justificativa é a de que as mulheres gostam. Se você perguntar,
vai ouvir dos conquistadores que, lá no fundo, elas querem ser
assediadas, agarradas, elogiadas com bastante pimenta. Faz bem para o ego
delas, explicam. Claro, por trás de todo grosseirão há sempre um
especialista na alma feminina. Mas eu suspeito que eles estejam errados.

Minha opinião, pelo que vale, é que esse tipo de comportamento insultuoso
tem de ser reprimido: socialmente e, se necessário, pela polícia.
As mulheres têm direito de andar sozinhas pelas ruas, vestidas como
quiserem, e serem respeitadas. E elas são o melhor juiz do que é ou não é
desrespeitoso. Se o sujeito cruzou o limite, chama a polícia, avisa o
segurança, pede ajuda ao dono do bar. Não faz sentido, em pleno século
21, que nossas filhas, namoradas, irmãs ou amigas tenham de andar pelo
mundo com os olhos no chão porque um bando de homens não se aguenta nas
calças.




quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Do Twitter.

alinevalek 
RT @3df Alguns homens entendem q alguns NÃOs da mulher são NÃOs (...) Se n sabe diferenciar, não desça pro play! (@Ericssonbarbosa)


DaniloGentili Homens chamam mulheres p/ jantar mas nunca p/ cagar. No começo do processo tão os 2 juntinhos. No final, qdo da merda, ta cada um num canto.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009


Antes de jogar filho e pular de prédio em SP, homem deixou bilhete e ligou para mãe.


18/11/2009

FERNANDA PEREIRA NEVES
da Folha Online

Um consultor de 30 anos jogou o filho --de 2 anos-- do alto de um prédio na zona sul de São Paulo e, em seguida, pulou, na manhã desta quarta-feira --ambos morreram na hora. Para a Polícia Civil, há indícios de que ele tenha planejado a ação porque deixou ontem um bilhete para a ex-mulher e hoje telefonou para a mãe, para pedir desculpas por algo que tivesse causado sofrimento a ela. Também teria telefonado a colegas e afirmado que poderia fazer uma "besteira", de acordo com o delegado Carlos Henrique Fabrini, plantonista 16º DP.

Consultor estava inconformado com fim do casamento, diz mãe

Por volta das 10h, o consultor foi ao apartamento onde morava o filho, no quinto andar de um prédio de classe média alta localizado na rua Correia de Lemos, Chácara Inglesa. A babá, que estava com o menino na ocasião, disse à polícia que deixou pai e filho sozinhos para ir à lavanderia; quando voltou, viu ambos entrando no elevador e pensou que desceriam, mas o pai subiu com o menino até o último andar --18º--, de onde jogou a criança e pulou.

De acordo com o delegado, ontem o consultor deixou um bilhete dizendo que amava a ex-mulher e desejava a ela um bom plantão --ela trabalha em um hospital. Nesta quarta, ele telefonou para a mãe e disse que nunca teve a intenção de magoá-la.

O delegado afirmou que o menino era filho único, mas não soube dizer há quanto tempo o casal estava separado. A mãe, emocionalmente abalada, não foi à delegacia.

O carro usado pelo consultor foi apreendido. A polícia instaurou inquérito e já selecionou testemunhas para serem ouvidas --entre elas vizinhos, colegas e familiares. Ainda não há confirmação de quando ocorrerão os depoimentos.